Atraído pelo que poderia ser uma obra sobre o tratamento contemporâneo dado a espionagem e os serviços de inteligência fui atraído pelo Sr. Grenwald. Li o livro e cheguei a ver alguma coisa conduzida por Jorge Pontual na Globonews. Definitivamente, uma obra muito ruim, vou explicar:
Primeiro, o autor afirma que supostamente teria recebido grande quantidade de documentos do Sr. Snowdem. Pois bem, se efetivamente recebeu não soube aproveitar, a medida que se limita a discutir alguns programas básicos cuja comprovação se dá por intermédio de apresentações em powerpoint. Ou seja, em bilhões de dados, escolheu exatamente as apresentações em PPT para dizer alguma coisa, logicamente ficou na superfície do problema. Não é só por se tratar de apresentações, mas certamente se eu recebesse um pen drive contendo milhares de dados ultrassecretos a última coisa que faria era abrir as apresentações. Ia tentar desvendar o máximo possível e não me escorar na parte meramente introdutória.
Segundo, o autor recaí em uma crítica as supostas violações da privacidade perpetradas pelo governo americano e se mostra excessivamente inconclusivo sobre o tema. Arremata com o que 'acha correto'. Bem, o livro não se trata de uma obra de direito constitucional que deveria respeitar o rigor do tema. A proposta, ao menos do que entendi, era um documentário ou uma reportagem sobre Snowden e não ilações sobre o que acha certo. Na verdade, recentemente tive a oportunidade de ler duas obras que podem servir como parâmetro para que o seria o jornalismo que o livro se propõe: uma é o "Xá dos Xás" de Ryszard Kapuscinski e outra chamada o "Honra teu Pai" de Gay Talese. Esses dois não recomendo que leiam, recomendo que comprem e nunca mais larguem. São relatos que constroem em nossa mente um exato relato de um tema de tal forma que é possível interagir com os personagens históricos. Já esse do Sr. Greenwald é na verdade uma obra que começa como um documentário, passa por relatos de sensibilidade extrema de um terceiro deslocado do conteúdo da obra (David de tal) e termina como uma crítica constitucional improdutiva.
Um livro muito, muito ruim...
quarta-feira, 10 de junho de 2015
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